Múltiplas Vozes

Edição N.314

Múltiplas Vozes

Reformas legislativas recentes no campo da política criminal e de segurança pública e seus impactos sobre o Estado de Direito no Brasil

Embora exista um consenso crescente sobre a complexidade do fenômeno do crime organizado contemporâneo, as respostas legislativas aprovadas até o momento tendem a privilegiar soluções de natureza essencialmente punitiva, muitas vezes desconectadas de uma estratégia mais abrangente de enfrentamento

Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo

Edição N.314

Múltiplas Vozes

O fenômeno das armas 3D e as lições da Operação ShadowGun

As chamadas armas 3D se inserem no universo mais amplo das PMFs (privately made firearms). A operação policial conduzida pelo MP-RJ apontou não só um fabricante isolado desses equipamentos, mas um núcleo envolvido no desenvolvimento de um modelo inovador, apoiado por colaboradores descentralizados, testadores e financiadores

Bruno Langeani

Edição N.314

Múltiplas Vozes

ENTRE FEMINICÍDIOS E SILÊNCIOS INSTITUCIONAIS: A falência das políticas de proteção às mulheres no Rio Grande do Sul

Olhando-se para os dados da nota técnica Retratos do Feminicídio no Brasil, do FBSP, que tabulou o total de vítimas de feminicídio entre 2021 e 2025, o RS foi o estado que mais concentrou essas mortes na Região Sul, com cerca de 38,8% dos registros

Marlene Inês Spaniol e Ana Carolina da Luz Proença

Edição N.314

Múltiplas Vozes

QUANDO O ATAQUE TEM GÊNERO

A violência política de gênero raramente começa no grito. Ela se instala na repetição calculada dos desgastes. O objetivo não é apenas vencer uma divergência, mas tornar insuportável a permanência da mulher no espaço que ela ocupa. Quando a violência quer um rosto, quando quer um nome para moer, quando quer transformar alguém em alvo preferencial de desgaste, escolhe a mulher

Luana de Ávila e Silva Oliveira Fragomeni

Retrato dos feminicídios no Brasil: quem são, como morrem e quem as mata (2021-2024)

A sobrerrepresentação de mulheres negras indica que o feminicídio não pode ser compreendido apenas como violência de gênero isolada, mas como fenômeno que se inscreve na interseção entre desigualdades raciais, sociais e territoriais

Isabella Matosinhos

Edição N.313

Múltiplas Vozes

O caso Sicário e as mortes ocorridas em celas: Autoeliminação ou eliminação automática?

Na morte do “Sicário” podemos esperar diversos desdobramentos relacionados aos exames periciais que certamente foram realizados até o momento

Cássio Thyone Almeida de Rosa

Edição N.313

Múltiplas Vozes

“CORPOS FORJADOS NO FOGO” E O DILEMA DA ABORDAGEM POLICIAL A PESSOAS COM TRANSTORNOS MENTAIS

Num curso de formação a tônica das aprendizagens recai sobre tiro ao alvo, defesa pessoal, investigação policial, exercícios disciplinares e hierárquicos. No mundo do adoecimento mental, a lógica é outra. Para uma pessoa em surto mental, uma voz dura é entendida como uma ameaça que deve ser atacada

Fernanda Bassani

Edição N.313

Múltiplas Vozes

Opacidade e desvio de armas: por que o caso Itapecerica exige uma agenda de governança de arsenais públicos

É preciso incorporar a dimensão da governança de arsenais públicos, indo além da resposta episódica a cada novo escândalo. Isso passa por unificar e tornar interoperáveis os cadastros existentes, padronizar requisitos mínimos de segurança física para paióis e depósitos em todos os níveis, fortalecer corregedorias e mecanismos de controle externo, e vincular repasses federais a padrões verificáveis de controle e transparência sobre armas e munições

Roberto Uchôa

Edição N.312

Múltiplas Vozes

Cannabis medicinal no Brasil: entre o direito à saúde, o mercado e o populismo penal

A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o porte para uso pessoal aponta para maior racionalidade jurídica. Entretanto, enquanto o debate legislativo permanecer capturado por estratégias de mobilização eleitoral baseadas no medo e na punição, avanços estruturais continuarão limitados

Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo e Natan Nogueira Lopes

Edição N.312

Múltiplas Vozes

A Segurança Pública precisa de um ENAD, mas antes precisa de um Bacharelado em Policiamento Ostensivo

A sociedade precisa poder avaliar a formação profissional, da mesma forma que avaliou o ensino de medicina no Brasil, e apontar se há uma má formação, o porquê da má formação ou se é somente uma política oculta

Gilvan Gomes da Silva

Edição N.312

Múltiplas Vozes

Violência armada em 2025: o fracasso da política de confronto

Alta letalidade policial não impede expansão do crime organizado e aprofunda a insegurança nas periferias brasileiras

Iris Rosa e Terine Coelho

Feminicídio recorde e o desafio de fazer a proteção chegar a todas as mulheres

Em 2025, o Brasil registrou o maior número de feminicídios da série histórica iniciada em 2015. Enquanto as políticas de enfrentamento à violência contra a mulher se estruturaram principalmente nas grandes cidades, uma parte significativa das mulheres vive em territórios onde essa rede praticamente não existe

Samira Bueno

Newsletter

Cadastre e receba as novas edições por email

Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

EDIÇÕES ANTERIORES