Múltiplas Vozes

Amazônia e governança criminal: arquitetura do crime organizado

A resposta à expansão do crime organizado na Região Norte não pode ser apenas repressiva: deve ser territorial, coordenada, capaz de afetar os mercados ilícitos e de romper seus tentáculos sobre os vínculos sociais

Ariadne Natal

Edição N.328

Múltiplas Vozes

Populismo penal recheado de megalomania repressiva : o plano de segurança pública de Flávio Bolsonaro

A extrema direita no Brasil se mostra incapaz de oferecer uma saída racional e técnica para os complexos desafios da segurança pública. Lastreada em perspectiva retributiva arcaica e rasteira, projeta uma política de segurança pública que se nutre ‘do fígado e não do cérebro’

Luis Flavio Sapori

Edição N.327

Múltiplas Vozes

Universidades como palco da política digital: Que segurança possível?

Precisamos encarar o fenômeno da agitação da ultradireita como uma forma de violência híbrida sobre as universidades, sobre seus responsáveis e usuários

Susana Durão e Taís Lombardi

Edição N.327

Múltiplas Vozes

Quem são os criminosos? Amigo e inimigo no direito penal e o dispositivo punitivista

A questão permanece atual, pois revela o dispositivo punitivista de viés conservador, elitista e racista que historicamente tem orientado os rumos da política criminal e da segurança pública no Brasil

Alexandre Pereira da Rocha

Edição N.327

Múltiplas Vozes

A corda do lado mais fraco: como a direita no Congresso Nacional pretende esmagar a juventude, e por quais motivos não deve fazê-lo

Iniciar o processo de inserção na vida política de adolescentes, permitindo-lhes o voto, fortalece a democracia, mas bloquear tão cedo algumas de suas perspectivas de trabalho, num país desigual, não é agir segundo o princípio do melhor interesse dos adolescentes, nem da sociedade brasileira

Cristina Zackseski e Jucyane Pontes de Assis Brito

Edição N.327

Múltiplas Vozes

Marco Legal do Combate ao Crime Organizado e eleições nas prisões – entre narrativas e a prática

Às vésperas do início de um novo período eleitoral, é preciso que as instituições estejam atentas à garantia de direitos e a sua influência nos processos democráticos

Isabella Mesquita Martins e Marilha Gabriela Garau

O caso Henry Borel, o perdão judicial e os limites da responsabilidade penal

A sociedade brasileira costuma impor às mulheres uma exigência moral de maternidade perfeita, enquanto naturaliza ausências, omissões e violências masculinas

Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo

Edição N.326

Múltiplas Vozes

Lugar do negro nas polícias: análise atualizada do efetivo de pessoas negras nas polícias brasileiras

Uma pessoa negra que ingressa nas polícias pode exercer sua negritude? O quanto essa pessoa pode mostrar ou demonstrar orgulho de ser negra?

Lívio José Lima-e-Rocha

Edição N.326

Múltiplas Vozes

A MILITARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NO CENTRO DO DEBATE EDUCACIONAL

Enquanto aumentam os investimentos em modelos de escolas cívico-militares, persistem questionamentos sobre financiamento, desigualdades e a substituição de políticas pedagógicas por estratégias de controle disciplinar

Paulo César Martins Stumpf

Edição N.326

Múltiplas Vozes

A LEI ANTIFACÇÃO E O ENDURECIMENTO PENAL: SEM PAZ NO FIM DO TÚNEL?

A Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, consolida o endurecimento penal como eixo central do enfrentamento ao crime organizado no Brasil, mas mantém uma lacuna essencial: a ausência de programas de desengajamento para pessoas que desejam romper com facções e milícias

Ítalo Barbosa Lima Siqueira

Edição N.326

Múltiplas Vozes

O Marco Legal do Combate ao Crime Organizado e o “jabuti” eleitoral

Embora a intervenção de organizações criminosas nas dinâmicas eleitorais seja um dos principais problemas que as instituições de controle e persecução enfrentam em relação à proteção da democracia, esse fenômeno não é enfrentado pelo novo marco legal brasileiro anticrime organizado

Tassiana Moura de Oliveira, Leonardo Geliski e Daiane Londero

Da Cooperação Policial ao Unilateralismo Coercitivo: As Implicações da Designação do PCC e do CV como Organizações Terroristas Estrangeiras pelos EUA

Longe de constituir uma política criminal eficiente, a medida delineia-se como um instrumento de coerção geopolítica, capaz de desestabilizar as relações diplomáticas e institucionais entre as duas maiores democracias do continente

Roberto Uchôa

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