Múltiplas Vozes

Dayse: a guardiã que ninguém protegeu

Vitória permaneceu por mais de 650 dias sem registrar um feminicídio. A comandante da Guarda Municipal da capital capixaba, Dayse Barbosa, foi assassinada pelo ex-namorado, um policial rodoviário federal, num momento em que já era reconhecida como um símbolo de proteção às mulheres no estado

Samira Bueno

Edição N.315

Múltiplas Vozes

Narcoterrorismo: segunda grande crise da Política de Guerras às Drogas

Único país no mundo que tem fronteira com os maiores produtores de cocaína e com a mais extensa costa marítima de conexão internacional, o Brasil não é um mero entreposto, mas o setor logístico mais estratégico no mercado global de drogas

Joana das Flores

Edição N.315

Múltiplas Vozes

A Lei 15.353/2026 e o óbvio que ainda precisa ser dito

Está estabelecida, de forma expressa, a presunção absoluta de vulnerabilidade da vítima no crime de estupro de vulnerável, independentemente de experiência sexual prévia ou de eventual gravidez decorrente do fato

Alexandre Pereira da Rocha

Edição N.314

Múltiplas Vozes

Reformas legislativas recentes no campo da política criminal e de segurança pública e seus impactos sobre o Estado de Direito no Brasil

Embora exista um consenso crescente sobre a complexidade do fenômeno do crime organizado contemporâneo, as respostas legislativas aprovadas até o momento tendem a privilegiar soluções de natureza essencialmente punitiva, muitas vezes desconectadas de uma estratégia mais abrangente de enfrentamento

Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo

Edição N.314

Múltiplas Vozes

O fenômeno das armas 3D e as lições da Operação ShadowGun

As chamadas armas 3D se inserem no universo mais amplo das PMFs (privately made firearms). A operação policial conduzida pelo MP-RJ apontou não só um fabricante isolado desses equipamentos, mas um núcleo envolvido no desenvolvimento de um modelo inovador, apoiado por colaboradores descentralizados, testadores e financiadores

Bruno Langeani

Edição N.314

Múltiplas Vozes

ENTRE FEMINICÍDIOS E SILÊNCIOS INSTITUCIONAIS: A falência das políticas de proteção às mulheres no Rio Grande do Sul

Olhando-se para os dados da nota técnica Retratos do Feminicídio no Brasil, do FBSP, que tabulou o total de vítimas de feminicídio entre 2021 e 2025, o RS foi o estado que mais concentrou essas mortes na Região Sul, com cerca de 38,8% dos registros

Marlene Inês Spaniol e Ana Carolina da Luz Proença

Edição N.314

Múltiplas Vozes

QUANDO O ATAQUE TEM GÊNERO

A violência política de gênero raramente começa no grito. Ela se instala na repetição calculada dos desgastes. O objetivo não é apenas vencer uma divergência, mas tornar insuportável a permanência da mulher no espaço que ela ocupa. Quando a violência quer um rosto, quando quer um nome para moer, quando quer transformar alguém em alvo preferencial de desgaste, escolhe a mulher

Luana de Ávila e Silva Oliveira Fragomeni

Retrato dos feminicídios no Brasil: quem são, como morrem e quem as mata (2021-2024)

A sobrerrepresentação de mulheres negras indica que o feminicídio não pode ser compreendido apenas como violência de gênero isolada, mas como fenômeno que se inscreve na interseção entre desigualdades raciais, sociais e territoriais

Isabella Matosinhos

Edição N.313

Múltiplas Vozes

O caso Sicário e as mortes ocorridas em celas: Autoeliminação ou eliminação automática?

Na morte do “Sicário” podemos esperar diversos desdobramentos relacionados aos exames periciais que certamente foram realizados até o momento

Cássio Thyone Almeida de Rosa

Edição N.313

Múltiplas Vozes

“CORPOS FORJADOS NO FOGO” E O DILEMA DA ABORDAGEM POLICIAL A PESSOAS COM TRANSTORNOS MENTAIS

Num curso de formação a tônica das aprendizagens recai sobre tiro ao alvo, defesa pessoal, investigação policial, exercícios disciplinares e hierárquicos. No mundo do adoecimento mental, a lógica é outra. Para uma pessoa em surto mental, uma voz dura é entendida como uma ameaça que deve ser atacada

Fernanda Bassani

Edição N.313

Múltiplas Vozes

Opacidade e desvio de armas: por que o caso Itapecerica exige uma agenda de governança de arsenais públicos

É preciso incorporar a dimensão da governança de arsenais públicos, indo além da resposta episódica a cada novo escândalo. Isso passa por unificar e tornar interoperáveis os cadastros existentes, padronizar requisitos mínimos de segurança física para paióis e depósitos em todos os níveis, fortalecer corregedorias e mecanismos de controle externo, e vincular repasses federais a padrões verificáveis de controle e transparência sobre armas e munições

Roberto Uchôa

Edição N.312

Múltiplas Vozes

Cannabis medicinal no Brasil: entre o direito à saúde, o mercado e o populismo penal

A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o porte para uso pessoal aponta para maior racionalidade jurídica. Entretanto, enquanto o debate legislativo permanecer capturado por estratégias de mobilização eleitoral baseadas no medo e na punição, avanços estruturais continuarão limitados

Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo e Natan Nogueira Lopes

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