Múltiplas Vozes

Retrato dos feminicídios no Brasil: quem são, como morrem e quem as mata (2021-2024)

A sobrerrepresentação de mulheres negras indica que o feminicídio não pode ser compreendido apenas como violência de gênero isolada, mas como fenômeno que se inscreve na interseção entre desigualdades raciais, sociais e territoriais

Isabella Matosinhos

Edição N.313

Múltiplas Vozes

O caso Sicário e as mortes ocorridas em celas: Autoeliminação ou eliminação automática?

Na morte do “Sicário” podemos esperar diversos desdobramentos relacionados aos exames periciais que certamente foram realizados até o momento

Cássio Thyone Almeida de Rosa

Edição N.313

Múltiplas Vozes

“CORPOS FORJADOS NO FOGO” E O DILEMA DA ABORDAGEM POLICIAL A PESSOAS COM TRANSTORNOS MENTAIS

Num curso de formação a tônica das aprendizagens recai sobre tiro ao alvo, defesa pessoal, investigação policial, exercícios disciplinares e hierárquicos. No mundo do adoecimento mental, a lógica é outra. Para uma pessoa em surto mental, uma voz dura é entendida como uma ameaça que deve ser atacada

Fernanda Bassani

Edição N.313

Múltiplas Vozes

Opacidade e desvio de armas: por que o caso Itapecerica exige uma agenda de governança de arsenais públicos

É preciso incorporar a dimensão da governança de arsenais públicos, indo além da resposta episódica a cada novo escândalo. Isso passa por unificar e tornar interoperáveis os cadastros existentes, padronizar requisitos mínimos de segurança física para paióis e depósitos em todos os níveis, fortalecer corregedorias e mecanismos de controle externo, e vincular repasses federais a padrões verificáveis de controle e transparência sobre armas e munições

Roberto Uchôa

Edição N.312

Múltiplas Vozes

Cannabis medicinal no Brasil: entre o direito à saúde, o mercado e o populismo penal

A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o porte para uso pessoal aponta para maior racionalidade jurídica. Entretanto, enquanto o debate legislativo permanecer capturado por estratégias de mobilização eleitoral baseadas no medo e na punição, avanços estruturais continuarão limitados

Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo e Natan Nogueira Lopes

Edição N.312

Múltiplas Vozes

A Segurança Pública precisa de um ENAD, mas antes precisa de um Bacharelado em Policiamento Ostensivo

A sociedade precisa poder avaliar a formação profissional, da mesma forma que avaliou o ensino de medicina no Brasil, e apontar se há uma má formação, o porquê da má formação ou se é somente uma política oculta

Gilvan Gomes da Silva

Edição N.312

Múltiplas Vozes

Violência armada em 2025: o fracasso da política de confronto

Alta letalidade policial não impede expansão do crime organizado e aprofunda a insegurança nas periferias brasileiras

Iris Rosa e Terine Coelho

Feminicídio recorde e o desafio de fazer a proteção chegar a todas as mulheres

Em 2025, o Brasil registrou o maior número de feminicídios da série histórica iniciada em 2015. Enquanto as políticas de enfrentamento à violência contra a mulher se estruturaram principalmente nas grandes cidades, uma parte significativa das mulheres vive em territórios onde essa rede praticamente não existe

Samira Bueno

Edição N.311

Múltiplas Vozes

Policiamento em metaversos: por que a formação policial precisa mudar agora

Metacrimes exigem policiais capazes de atuar em fenômenos que transcendem as fronteiras entre mundos físico e digital

Francis Albert Cotta e Carla Fernanda da Cruz

Edição N.311

Múltiplas Vozes

Esperteza e oportunismo: A hipervisibilidade do Smart Sampa enquanto uma estratégia estética de segurança na cidade de São Paulo

A adoção do Smart Sampa, como de outros aparatos de vigilância massiva, é sustentada por uma retórica punitivista que ganha expressão a partir de 2018 - quando Bolsonaro chega ao poder

Alcides Eduardo dos Reis Peron

Indicador nacional é passo fundamental para o avanço da investigação criminal no Brasil

Em um país que convive há décadas com a dor de famílias sem respostas e com a sensação de que o crime compensa, ter um indicador nacional de elucidação é mais do que uma conquista técnica. É um passo político fundamental para ampliar a agenda de prioridades da segurança pública e colocar a investigação criminal no centro do debate

Carolina Ricardo

Edição N.310

Múltiplas Vozes

Segurança pública, dados e território: o avanço da vigilância digital nas cidades

Como a integração de dados, plataformas e dispositivos digitais vem reconfigurando o controle do espaço urbano

Rodrigo Firmino

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