A cor da questão

Edição N.313

A cor da questão

O perigo da história única na discussão da maioridade penal

Não há solução rápida, pronta ou mágica para o enfrentamento da violência. A sanha punitivista, marcada pela reiterada retomada da discussão da redução da maioridade penal, cumpre o papel do desserviço

Juliana Brandão

Edição N.311

A cor da questão

Togas no país das maravilhas

Criança não namora, não se casa, não constitui união estável. Meninas não são esposas. Nisso não pode haver dúvida. Não há aqui qualquer sutileza ou entrelinha a ser considerada

Juliana Brandão

Edição N.304

A cor da questão

Arlindo e Luiz (ou porque devemos falar de um estado de coisas inconstitucionais, na violação de direitos da população negra na ADPF 973)

O prestígio social ainda chega pela via da exceção. “É o primeiro negro a…”, pode ser uma frase completada não com o que a imaginação permitir – porque o racismo mina os sonhos e os futuros

Juliana Brandão

Edição N.301

A cor da questão

Eufemismos, distorções e afins no debate do PL Antifacções

Trazer o terrorismo para o enquadramento de ilícitos envolvendo organizações criminosas recruta a falácia do endurecimento penal como saída para o alcance de uma segurança pública mais efetiva. A lei que regula o Estado de Direito dá espaço para a retórica da guerra e os cidadãos passam a ser tratados como adversários a serem eliminados

Juliana Brandão

Edição N.297

A cor da questão

Ele disse que chegava lá

O PL 1473 de 2025, recém-aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal, consegue retroceder no sistema de garantias de direitos, sendo exemplo vivo do quanto o racismo se mantém sem fazer alarde, silencioso e bem acomodado na opressão institucional

Juliana Brandão

Edição N.293

A cor da questão

Anistias, saidinhas, conveniências e afins

Para que a justiça não seja vingança, precisamos reivindicar outras formas melhores de lidar com a igualdade de direitos. Daí refletirmos sobre os lugares que o direito penal ocupa e pode ocupar não pode ser algo guiado por interesses momentâneos, que se deslocam para reacomodar interesses específicos em disputa.

Juliana Brandão

Edição N.291

A cor da questão

Eusébios e os plot twists brasileiros

Reflexões a respeito de uma lei "para inglês ver" e das expectativas que se concentram no STF

Juliana Brandão

Edição N.289

A cor da questão

As prisões de Chicos e as de Franciscos

O que haveria em comum nas decisões judiciais, em que, de um lado, há a recusa expressa a se revogar a prisão de um acusado por furto de um chocolate e, de outro, a escolha por não decretar a prisão preventiva imediatamente, inovando, inclusive, nas hipóteses cabíveis para a prisão domiciliar?

Juliana Brandão

Edição N.286

A cor da questão

Tereza, armas e panelas

Ao considerar que a subtração de barras de chocolate não possa ser enquadrada como furto famélico, o STJ reivindica o direito à indiferença, usando lentes classistas para definir o que mata ou não a fome

Juliana Brandão

Edição N.284

A cor da questão

Peixes que morrem pela boca

A naturalização da desigualdade é uma das engrenagens mais eficazes do racismo. Talvez seja por isso que insultos racistas têm sido invisibilizados, em estratégia bem-sucedida para confundir os limites da liberdade de expressão

Juliana Brandão

Edição N.280

A cor da questão

Ainda a entrada de serviço

Não basta que as leis reconheçam a todos como iguais, se as crenças, os hábitos e mesmo as instituições seguem rotineiramente promovendo a desigualdade

Juliana Brandão

Edição N.275

A cor da questão

Precisamos todos saber onde é Luanda

A capilaridade e adesão à construção de um coletivo pautado pela não discriminação exige uma mudança sobre o que valorizamos e, assim, legitimamos como indispensável na luta por igualdade racial

Juliana Brandão

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